Companheiras e companheiros Já era tempo de dar uma sacudida nesse sindicato. Neste mês, portanto, aqui estamos com um novo visual. Considerem esta arcada de pedra como a entrada de nosso calabouço. Nada melhor que um portal para representar o que, acredito, deve ser a linha mestra (palavra bonita, "mestra") desta instituição. O sindicato sempre esteve aberto à participação de todos, e cada vez mais vejo que os escravos de todo o país estão participando. Tanto que, desde o mês passado, temos uma seção apenas para os textos dos companheiros. Recebemos a segunda parte do relato do sissymaid sobre uma festa SM em San Francisco, aceitamos sugestões para a biblioteca e incluímos mais alguns links na nossa lista. Aliás, esta é uma das mudanças: a partir de agora, as alterações no conteúdo do site acontecerão sempre na virada do mês e serão anunciadas aqui na carta. Assim, ficará mais fácil a consulta a novidades. Isso não quer dizer, porém, que a carta se resumirá a um índice. Este espaço continua servindo, prioritariamente, para a discussão de temas que interessem a todos nós. Como, por exemplo, a polêmica em torno do ex-tiranete Pinochet. Enquanto defensores dos direitos humanos exigem seu julgamento por crimes contra a humanidade, há quem peça a liberação de seu retorno ao Chile. À primeira vista, a posição do Sindicato deveria ser de apoio ao general — afinal, ele promoveu prisões, torturas e outros tipos de crueldade. Mas a realidade é bem distinta. Pinochet é um símbolo do fascismo e da intolerância. A praga que confina ou simplesmente exclui os "malditos". E malditos somos todos nós que nos afastamos das rotas predeterminadas por escolas, igrejas, partidos, mercados. Perdoem se o tom desta carta parece um tanto anarco-adolescente. Mas o Sindisub se acha no dever de apoiar as lutas contra toda opressão que não seja a opressão do desejo. Até março! submissivamente gregório P.S. Como dizia Bernard Shaw (se não me falha a memória), os boatos sobre minha morte foram muito exagerados.