Companheiras e companheiros Como carioca — e mesmo não sendo propriamente um representante da "cultura de praia" do Rio — não posso deixar de lamentar o fim da alta temporada. E, com ela, das sandálias abertas, dos tamancos e dos pés descalços na areia. Entretanto, cumpre saudar a estação com tudo o que ela traz de bom — especialmente as botas. Para quem, no entanto, prefere manter a pele sempre exposta ao sol (o que pode se tornar uma forma de tortura das mais interessantes), a dica é Fortaleza, onde vai acontecer o Primeiro Encontro Nacional BDSM. As informações de que disponho sobre o evento são apenas as que estão no link acima. Mas, com certeza, a inicitaiva é válida. Que venham muitos outros encontros. Perdão: me afastei do tema. Falávamos de modas. Depois das botinhas, ao que parece a grande sensação deste outono/inverno é o salutar esporte de jogar ovos em ministros. É claro que estes ameaçam punir severamente, prender, arrebentar, usar a Lei de Segurança Nacional e até deixar sem danoninho os manifestantes. Fazer o quê? A garotada continua "ovacionando" seus líderes. Isto prova que, como de hábito, o governo — isto vale para quase todos os governos, mas especialmente para este — não compreende a diferença entre força e autoridade. Se o senhor José Serra quer um exemplo, aí vai: no dia em que passar, por um instante que seja, pela cabeça de algum escravo a idéia de jogar um ovo em sua Rainha, será um sinal claro de que este sindicato errou redondamente em sua missão. Até julho! submissivamente gregório P.S. Neste mês, o exagerado Dostoievsky finalmente dá as caras em nossa biblioteca, assumindo seu lugar. Em compensação, não tivemos mais nenhuma inscrição para a seção anúncios, o que só pode significar duas coisas: ou bem atingimos a meta da "plena servidão" — nenhum escravo sem Mestra! — ou bem estamos numa desoladora situação, em que ninguém quer um escravo.