Companheiras e companheiros Depois de um período de complicações, voltamos a tratar da HP do sindicato como ela merece. Estamos com novos links, mais colaborações e a mesma disposição de sempre para piorar cada vez mais as condições de vida da galera. Atendendo a uma antiga reivindicação, o Sindisub inaugura neste mês uma seção de anúncios. O objetivo, evidentemente, é facilitar a aproximação entre os pobres companheiros que hoje militam no MSC (movimento dos sem-coleira) e aqueles que podem resolver este problema que nos entristece tanto. Mas vale lembrar que há também ofertas que foram registradas no livro de visitas, ao longo destes 18 meses de atuação. Enfim, espero que todos consigam alcançar as tão desejadas pancadas. Não pode ficar sem registro a matéria "Sadomasoquismo - que relação é essa?", que ganhou chamada na capa da revista "Ótima". Entrando no rastro do caso Murilo, o texto — uma solitária e decepcionante página — é um primor de bobagem. E de mau jornalismo. Depois de afirmar que "desvios sexuais são graves disfunções de comportamento", a redatora apresenta uma antiga declaração de Madonna a respeito de dor & prazer e conclui a matéria com esta pérola: Penso que ela usou de muito cinismo nesta afirmação, ou talvez nunca tenha experimentado a dor de uma queimadura. ISSO DÓI! Enfim, preferências à parte, nada como um namoro caliente e apaixonado, transbordando de sexo gostoso. Fica a pergunta: se era pra condenar, por que se dar ao trabalho de entrevistar praticantes de SM? Para mim, "grave desvio de comportamento" é o preconceito dessa gente. Abril não podia mesmo terminar sem uma daquelas que a gente não sabe se ri ou se chora quando lê. Foi no "O Globo" do dia 30, quando um crítico de rock (ok, crítico de rock não é exatamente um jornalista, mas pelo menos dos revisores era para se esperar um pouco mais de atenção) disse que a cantora Marianne Faithful se orgulha de ser "descendente de Sade Masoch" (sic). Pano rápido. Que o próximo mês seja melhor. Até junho! submissivamente gregório