MAIO Companheiras e companheiros No dia 31 deste mês, os católicos (gente esquisita) comemoram o dia de Santa Joana D'Arc. A camponesa que ouviu vozes a convocarem para liderar o exército francês na luta contra os ingleses, dando uma reviravolta na Guerra dos 100 anos. E o que isso tem a ver conosco? Muita coisa. Joana foi condenada à morte na fogueira após um arremedo de processo, ridículo até mesmo para os padrões da época - tanto é que foi reabilitada, em tempo recorde, pela própria Igreja Católica que a havia condenado. E, analisando os fatores que levaram à sua execução, pode-se concluir que ela foi, se não uma pioneira, pelo menos uma mártir do fetiche. É por isso que lanço a campanha para que ela seja adotada como padroeira. Vejamos algumas das acusações que lhe foram imputadas: - "Vestir roupas masculinas" - Sabe-se que ela era uma cross-dresser e, além disso, tinha fixação por sapatos bem desenhados e decorados; - "Deixar-se adorar" - Por camponeses e soldados que vinham beijar-lhe as mãos e os pés. - "Punir os que lhe desobedeciam com castigos cruéis e até a morte"- Falso! Joana não era sádica (nas batalhas, preferia empunhar o estandarte à espada, "para não ter que causar a morte de alguém", como explicou no interrogatório). Mas ficou com a fama. - "Dominar homens" - Esta, talvez, a mais grave das acusações que se poderia fazer a uma mulher naquela época. Portanto, Jeanne, a camponesa, foi uma vítima do obscurantismo e da intolerância. As mesmas pragas que tolhem os que, ainda hoje, insistem em pensar, agir e ter prazer de uma maneira diferente. Joana, rogai por nós. submissivamente, gregório