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ÃO, ÃO, ÃO! QUEREMOS REPRESSÃO!
A primeira meta objetiva para melhorar as condições de trabalho da categoria é estabelecer uma cota mínima: para começar, duas dúzias de chibatadas por dia. A luta por esse sonho demorou muito a ser deflagrada, basicamente porque estávamos prevendo grandes dificuldades nas negociações com a classe patronal — a última tentativa foi interrompida com um "Cala a boca e volta para o calabouço!", prontamente obedecido, é lógico.
A verdade é que, além de não termos grande tradição em movimentos deste tipo, faltam-nos capacidade de mobilização e instrumentos de pressão. Aliás, historicamente, nós é que somos os pressionados. Enfim, talvez seja o momento de introduzir na dinâmica das relações trabalhistas a prática da súplica, com a qual já estamos acostumados e que, de resto, estaria mais condizente com o que parece ser a política governamental neste assunto.
Não obstante, e mesmo estando descartada a hipótese de greve (eu seria o primeiro a furá-la), esta é a hora de propor novas formas de manifestação. Está sendo organizada uma joelhata (escravo não faz passeata - os companheiros mais radicais querem que seja uma rastejata, mas deveremos alcançar um consenso na próxima assembléia). Desta forma, poderemos murmurar (gritar? O que é isso, companheiro???) nossas palavras de ordem:
ESCRAVO UNIDO NÃO FICA SEM CASTIGO!
(tudo bem, a rima é ruinzinha - mas foi o melhor que eu consegui)
ESCRAVO PIDÃO MERECE PUNIÇÃO!
(proposta do companheiro slvrob_SQ, fundador do grupo Tortura Sempre Mais)