Companheiras e companheiros Se houve alguma coisa de bom nesse episódio envolvendo um funcionário do Senado e sua empregada doméstica, foi o fato de, menos de uma semana antes do fim do mês, ne livrar da falta de assunto para esta carta. De resto, assistimos a um festival de desastres. As chances de que a verdade seja demonstrada me parecem mínimas. Temos duas versões conflitantes — e nenhuma indicação ou prova de qual possa ser a correta. Pela maneira como o caso vem sendo conduzido, não restam dúvidas de que a polícia estará muito mais preocupada em reunir provas contra o acusado do que em um inquérito digno deste nome (como de hábito). Acrescente-se o sensacionalismo, o julgamento pela mídia e estamos prontos para um recrudescimento do preconceito contra quem pratica o SM. A única coisa que me parece clara é que o acusado errou. Se mente em relação ao relacionamento que teve com a empregada, trata-se de um psicopata que ignorou os princípios que devem nortear o sadomasoquismo — que deve ser sempre sadio e consensual. E, se diz a verdade e está sendo vítima de uma "armação", paga o preço por ter negligenciado outro princípio: o da segurança para ambas as partes. Sirva o caso ao menos como alerta, para Doms e subs. Esses princípios foram estabelecidos não como camisas-de-força, e sim como bases para um relacionamento satisfatório para todos. Até abril! submissivamente gregório P.S. A mudança de visual do Sindisub recebeu alguns elogios e muitas críticas, estas vindo de companheiros que tiveram dificuldade para visualizá-las. Espero ter resolvido o problema do texto que "invadia" as colunas laterais. Peço a quem continuar detectando o problema que me avise, por favor. Quanto às novidades do mês, temos mais uma mensagem no livro de visitas e, finalmente, as fotos da festa de outubro.